segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

HISTÓRIA HILÁRIA DO MJL EM CEMITÉRIO DE JAGUAPITÃ.

Era noite, chovia muito e ventava na gloriosa Jaguapitã, Ano 1979. 
Eu (Samuel) saia da escola que está até hoje, ao lado do cemitério. Junto comigo um dos colegas de classe, apelidado de Formigão. 
Ele era bem maior que eu e mais forte. Foi um tempo em que as pessoas tinham muito medo de cemitério e coisas relacionado ao outro mundo. 
Só mesmos os coveiros eram os destemidos. Quando saímos da escola e estávamos passando e frente ao portão do cemitério percebemos que havias velas que se apagavam e vendas que eram acesas misteriosamente. 
Resolvemos ser corajosos e entramos. Fomos até a capela onde aconteciam alguns velórios. Quanto mais nos aproximávamos mais observávamos que velas apagavam e se acendiam. 
A chuva continuava, um pouco mais fraca mas os ventos continuavam fortes. Pela claridades das velas acesas, observávamos um corpo em movimento. 
Ao chegarmos mais próximos e com um medo absurdo, eu resolvi perguntar: Quem está ai? Quem está aí dentro da capela de movendo?
Uma voz de dentro da capela respondeu a minha pergunta dizendo: Sou Euuuuuuuuuuuuu
E novamente perguntei: Quem é? Eu quem?
E a voz daquela criatura em movimento disse: Sou eu Mané Lopes.
Era ele...meu pai...destemido. Nunca teve medo de nada. Principalmente de coisas do outro mundo. Foi aí que eu perguntei por que estava na capela e ele respondeu. 
Hoje, mataram um homem no mata-burro. Ele foi atropelada, não resistiu e morreu. Como era indigente foi trazido pra cá. Nem caixão tem aqui. Corpo estava sozinho e abandonado, eu resolvi passar por aqui pra saber quem era. Talvez pudesse conhecer. Mas, nada disso. Não sei quem é. Pelos pés é um andarilho. Eu e o formigão ficamos mais aliviados. 
Até fizemos uma oração ao lado do corpo e fomos embora. Queria ter metade da coragem que ele tinha. Foram muitas histórias. Esta foi apenas uma delas.

Manoel José Lopes um dos grandes pioneiros da cidade

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