sexta-feira, 12 de maio de 2023

MJL FALA SOBRE O FIM DOS TEMPOS E SEUS PENSAMENTOS ACERCA DA FINITUDE.


A ideia de um julgamento final, onde Deus separa os escolhidos dos ímpios, é uma crença presente em várias tradições religiosas, especialmente no cristianismo. Essa crença é frequentemente associada com a escatologia, que é a doutrina sobre os eventos finais da história humana e do destino final das almas. No entanto, é importante observar que as interpretações e crenças sobre o julgamento final podem variar significativamente entre diferentes denominações e teologias cristãs, e outras religiões podem ter suas próprias versões de um julgamento final ou concepções diferentes sobre o destino das almas após a morte.

No cristianismo, a ideia do julgamento final está ligada à crença de que Deus julgará todas as almas humanas após a morte e as separará em dois grupos distintos: os salvos, que serão recompensados com a vida eterna no céu, e os perdidos, que enfrentarão a punição eterna no inferno. Isso é muitas vezes associado às parábolas e ensinamentos de Jesus Cristo, especialmente aqueles encontrados nos evangelhos do Novo Testamento.

Além do cristianismo, outras religiões também têm conceitos semelhantes de julgamento final. Por exemplo, no Islã, há a crença no Dia da Ressurreição, quando Deus julgará todas as almas humanas com base em suas ações durante a vida e as recompensará ou punirá de acordo. No judaísmo, há uma crença no julgamento divino, embora as crenças sobre o destino das almas após a morte possam variar entre as diferentes correntes do judaísmo.

É importante notar que as interpretações dessas crenças e os detalhes específicos podem variar amplamente dentro de cada tradição religiosa, e nem todos os crentes em uma religião específica podem aderir a essas crenças da mesma maneira. Além disso, há pessoas que não aderem a nenhuma religião e têm diferentes perspectivas sobre a vida após a morte e o julgamento final. As crenças religiosas são uma questão de fé e podem ser profundamente pessoais e variadas.

Algumas filosofias e pensadores também exploram a finitude do corpo e a busca pela transcendência. Para alguns, a morte é vista como uma transição natural e necessária para o ciclo da vida, enquanto outros podem enfatizar a importância de aproveitar plenamente o tempo que temos neste mundo, valorizando cada momento e buscando um sentido existencial.

Existem também visões mais céticas, que consideram a morte como o fim absoluto, sem qualquer continuidade ou vida após a morte. Para essas perspectivas, a finitude do corpo é vista como uma realidade inescapável, e a ênfase é colocada na importância de viver uma vida significativa aqui e agora, sem a expectativa de uma existência além desta vida.

É importante respeitar as diferentes crenças e perspectivas em relação ao fim e à finitude. Cada indivíduo pode encontrar seu próprio significado e propósito, seja através de uma crença religiosa, uma filosofia pessoal ou uma compreensão espiritual. O importante é buscar um entendimento que traga paz, aceitação e significado à nossa existência, lidando com a finitude do corpo e a incerteza do além de uma forma que ressoe com nossa própria compreensão e valores.

A PELEJA DO CEGO ADERALDO COM JOSÉ PRETINHO DO TUCUM FAZ PARTE DA CULTURA DE UM POVO. OS CORDEIS SÃO PRODUZIDOS ATÉ HOJE. ALÉM DA FALA, HAVIA TAMBÉM A CANTORIA.

                                       

No universo do cordel, tanto a narrativa quanto a cantoria desempenham papéis importantes e têm seu próprio sucesso e apreciação. Ambos os elementos são valorizados e complementam-se na tradição cordelista. Vamos explorar cada um deles:

  1. Narrativa: A narrativa é uma das características distintivas do cordel. Os cordéis contam histórias, sejam elas lendas, contos populares, relatos históricos ou eventos do cotidiano. As narrativas do cordel são apreciadas por sua capacidade de envolver o leitor ou ouvinte, transportando-os para outros mundos, despertando a imaginação e transmitindo valores culturais e morais. As histórias bem construídas, com enredos cativantes, personagens marcantes e reviravoltas emocionantes, podem conquistar o público e se tornar populares entre os leitores de cordel.

  2. Cantoria: A cantoria é uma forma tradicional de expressão poética e musical no Nordeste do Brasil. Através da cantoria, os poetas improvisam versos em resposta uns aos outros, criando uma performance ao vivo cheia de habilidade, criatividade e interação com o público. A cantoria valoriza a musicalidade da língua portuguesa, a métrica dos versos e a habilidade dos poetas em improvisar e responder de forma rápida e astuta. As disputas de cantoria são muito populares e podem atrair uma plateia entusiasmada que aprecia a habilidade poética e o jogo de palavras dos repentistas.

Dito isso, não se pode afirmar que um elemento seja mais bem-sucedido do que o outro no cordel, pois cada um tem seu próprio apelo e atrai diferentes públicos. A narrativa do cordel cativa os leitores que apreciam uma boa história, enquanto a cantoria encanta aqueles que se maravilham com a habilidade dos poetas em criar versos improvisados e responder uns aos outros em um ambiente de competição amigável. Ambos são aspectos importantes da rica tradição do cordel e contribuem para sua popularidade e diversidade.


Só para complementar essa questão, vale dizer que na atualidade, determinadas abordagens são desnecessárias, podendo ser substituídas. Provavelmente um cordel com esse tema, talvez não tivesse mais espaço. Na sociedade contemporânea, é importante promover a igualdade racial, combater o racismo e os preconceitos em todas as formas de expressão, incluindo a produção literária, como o cordel. Embora a tradição do cordel seja rica e valorizada, é necessário levar em consideração os princípios de inclusão, respeito e promoção da diversidade. Ao criar um cordel ou qualquer forma de expressão artística, é fundamental evitar estereótipos raciais, linguagem ofensiva ou perpetuação de preconceitos. É importante garantir que a obra respeite a dignidade humana, promova a igualdade entre todos os grupos étnicos e seja sensível às questões raciais. É possível criar cordéis que celebrem a diversidade cultural e valorizem a herança e contribuições de diferentes grupos étnicos. Ao fazer isso, é importante abordar as questões raciais com sensibilidade, evitando perpetuar estereótipos negativos ou reforçar preconceitos.

A produção de um cordel que aborde a temática racial de maneira inclusiva e respeitosa, promovendo a igualdade e combatendo o racismo, pode ser uma forma relevante e atualizada de expressão artística. Ao trazer à tona a importância da igualdade racial, o cordel pode contribuir para a conscientização e para a transformação social.

Portanto, é necessário estar atento aos princípios de igualdade, respeito e inclusão ao produzir qualquer forma de arte, incluindo o cordel, buscando criar obras que sejam politicamente corretas e promovam a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A CULTURA DE UM POVO É ALGO MARAVILHOSO. POR MEIO DELA NOS ADENTRAMOS NOS PENSAMENTOS, NAS HISTÓRIAS E NOS CONTOS DOS NOSSOS ANTEPASSADOS. NATURALMENTE QUE EU NÃO NARRARIA ESSE CORDEL, NÃO TIVESSE APRENDIDO A GOSTAR DE JEITO DE CONTAR.

 

Na peleja do Cego Aderaldo com José Pretinho do Tucum, Houve um duelo de versos, um verdadeiro pandemônio. Dois poetas talentosos, cada qual com seu dom, Disputaram a coroa do melhor repentista do sertão.

O Cego Aderaldo, com sua sabedoria e experiência, Cantava versos cheios de eloquência. Mesmo sem enxergar, suas palavras eram precisas, E encantavam a plateia, sem margem para imprecisas.

Já José Pretinho do Tucum, um jovem improvisador, Com sua voz forte e versos de arrebatador esplendor, Não deixava por menos e mostrava seu talento, Na arte da cantoria, era um autêntico invento.

No terreiro, diante de um público ansioso, Começou a peleja, um duelo grandioso. Verso após verso, os dois se revezavam, Com rimas e métricas, o público delirava.

Aderaldo exibia sua maestria e conhecimento, Pretinho do Tucum mostrava seu talento ao vento. A cada estrofe, a rivalidade crescia, Mas a admiração mútua também surgia.

As palavras voavam, ecoando pelo ar, Como pássaros livres a cantar e a voar. As rimas se entrelaçavam em um ritmo emocionante, E o público acompanhava, fascinado e vibrante.

A peleja durou horas, até chegar ao fim, E ambos os poetas deixaram seu legado enfim. Cego Aderaldo e José Pretinho do Tucum, Dois gigantes da poesia, no sertão se tornaram lumens.

Essa peleja ficou marcada na história do cordel, Um embate de talentos que encantou aquele céu. E até hoje, as rimas desses repentistas, São lembradas e admiradas por suas conquistas.

Que a peleja do Cego Aderaldo com José Pretinho do Tucum, Permaneça viva no coração do povo nordestino, Para que a arte da cantoria e do cordel, Seja sempre celebrada com amor e destino.

MAIS UMA HISTORINHA CONTADA EM PROSA E VERSO. SEMPRE FICO EM DÚVIDA. EU VI MESMO A ESTRELA DE RABO OU APENAS ACHO QUE VÍ? E VOCÊ, JÁ OUVIU DIZER?

 


A expressão "Estrela de Rabo" refere-se a um fenômeno astronômico conhecido como cometa. Cometas são corpos celestes compostos principalmente de gelo, poeira e rochas, que orbitam o Sol em trajetórias elípticas. Quando um cometa se aproxima do Sol, o calor faz com que o gelo sublima, criando uma coma (uma espécie de atmosfera ao redor do núcleo) e, às vezes, uma cauda luminosa.

Durante o século passado, assim como ao longo da história, muitos cometas foram observados e registrados ao redor do mundo. Alguns deles se tornaram bastante conhecidos e puderam ser vistos a olho nu, proporcionando um espetáculo para aqueles que tiveram a oportunidade de presenciá-los.

Um exemplo notável é o cometa Halley, que retorna ao nosso sistema solar a cada 76 anos aproximadamente. Sua última passagem ocorreu em 1986, durante o século passado, e foi amplamente observada. No entanto, é importante ressaltar que os cometas são eventos relativamente raros e nem sempre visíveis a olho nu.

A expressão "Estrela de Rabo" pode ter sido usada popularmente para se referir a esses cometas e às suas caudas brilhantes. No entanto, é necessário considerar que a linguagem coloquial e as expressões populares podem variar entre diferentes regiões e culturas, podendo haver variações no uso da expressão.

Portanto, a "Estrela de Rabo" não é apenas uma ilusão, mas sim uma forma popular de se referir aos cometas e à sua aparência característica com uma cauda luminosa.

A prosa e o verso são duas formas distintas de expressão na literatura. Vamos entender melhor cada uma delas:

Prosa: A prosa é a forma mais comum de escrita, caracterizada por utilizar uma estrutura gramatical contínua, sem a presença de métrica ou ritmo específico. Ela é utilizada na escrita de romances, contos, ensaios, artigos, biografias, entre outros gêneros literários e não literários.

Na prosa, as palavras são organizadas em parágrafos e frases que seguem uma sequência lógica e fluente, permitindo a exploração detalhada de personagens, cenários, diálogos e ideias. Ela é mais flexível em termos de estrutura e permite uma maior liberdade na construção textual.

Verso: O verso, por sua vez, é a forma de escrita que utiliza uma estrutura métrica, ritmada e muitas vezes rimada. É típico da poesia e é caracterizado pelo uso de linhas curtas e organizadas em estrofes.

Os versos podem seguir diferentes métricas, como o decassílabo (verso de dez sílabas), o alexandrino (verso de doze sílabas), entre outros. Além disso, podem apresentar rimas, seja de forma regular (rimas que se repetem em padrões específicos) ou irregular (rimas soltas ou livres).

A poesia, por meio do uso do verso, permite uma exploração artística da linguagem, com a criação de imagens, metáforas e ritmos sonoros. Os poetas utilizam recursos como aliteração, assonância, ritmo e rima para construir a musicalidade e a expressividade dos versos.

Em resumo, enquanto a prosa é a forma de escrita mais comum, encontrada em textos narrativos e informativos, o verso é a forma utilizada na poesia, com uma estrutura métrica e ritmada, que busca explorar a musicalidade e a expressão artística da linguagem.

A LENDA DA VELHA DO BACALHAU ERA CONTADA PELO MJL DE FORMA MUITO LÚDICA. ERA CHEIA DE SONOPLASTIA FEITA PELOS SONS VOCAIS, PELAS CARICATURAS, PELOS GESTUAIS E PELAS ENTONAÇÕES VOCAIS, RÍTMOS, VELOCIDADES E INTENSIDADES VARIÁVEIS. APESAR DE INTERESSANTE, SEMPRE ACABAVA CANSANDO QUEM OUVIA, POIS ERA BEM LONGA. aS CRIANÇAS ABRIAM O BICO E DESISTIAM DE OUVIR ALGO, MEIO QUE SEM FIM.

Infelizmente não posso vídeo ou áudio sobre a Lenda da Velha do Bacalhau que remonta ao início do século passado no Nordeste brasileiro. Conta-se que havia uma mulher idosa, conhecida como a Velha do Bacalhau, que vivia em uma pequena vila à beira-mar.

A Velha do Bacalhau era uma figura excêntrica e misteriosa, que despertava a curiosidade e o medo dos moradores locais. Diziam que ela possuía conhecimentos ocultos e praticava magia negra. As pessoas da vila a evitavam e a consideravam uma bruxa.

Um grupo de moradores, movido pelo temor e pela superstição, decidiu se livrar da Velha do Bacalhau. Eles a capturaram e a colocaram em um caixote de bacalhau, trancando-o bem para que ela não pudesse escapar.

Acreditando que a bruxa seria levada pelo mar e se afogaria, os moradores lançaram o caixote ao oceano. No entanto, a lenda diz que algo sobrenatural aconteceu. Ao invés de se afogar, a Velha do Bacalhau sobreviveu e se transformou em uma entidade vingativa.

A partir desse momento, a Velha do Bacalhau passou a assombrar a vila e a amaldiçoar aqueles que haviam tentado matá-la. Dizem que ela aparecia à noite, com seu rosto enrugado e cabelos desgrenhados, assustando os moradores e trazendo azar a todos que cruzavam seu caminho.

A lenda alerta que aqueles que encontram a Velha do Bacalhau devem evitar olhar diretamente em seus olhos, pois isso traria infortúnios e má sorte. Acredita-se também que, ao longo dos anos, ela tenha adquirido habilidades sobrenaturais, como a capacidade de prever o futuro e causar doenças.

A Lenda da Velha do Bacalhau permanece como um conto assustador e fascinante, transmitido oralmente entre as comunidades do Nordeste. Ela serve como um lembrete do poder da superstição e do perigo de agir movido pelo medo e pelo preconceito.

É importante ressaltar que as lendas folclóricas podem variar de acordo com a região e a tradição oral, por isso é possível que existam variações ou versões adicionais dessa lenda em diferentes comunidades nordestinas.

MOMENTOS DE HISTÓRIAS LENDÁRIAS E JOCOSAS DE QUEM FOI TREINADO PELA FORÇA PÚBLICA NO INÍCIO DO SÉCULO PASSADO.



No início do século passado, na Bahia, alguns indivíduos que faziam parte da força pública eram conhecidos por serem treinados para lidar com uma variedade de situações. Eles eram habilidosos em suas funções e muitas vezes gostavam de contar vantagens sobre suas destrezas. Essas histórias, repletas de exageros e bravatas, eram populares entre esses baianos e ajudavam a criar uma aura de admiração e respeito ao seu redor. Esses baianos da força pública eram vistos como figuras corajosas e destemidas. Eles se envolviam em confrontos com criminosos, lidavam com tumultos e mantinham a ordem pública. Seu treinamento incluía habilidades de combate, estratégias de defesa e conhecimento de armas e técnicas de autodefesa.

No entanto, é importante lembrar que as histórias contadas por esses indivíduos muitas vezes eram exageradas para aumentar sua reputação e conquistar a admiração dos outros. Essas narrativas criavam um senso de orgulho e identidade, reforçando sua imagem como heróis locais.

As histórias contadas por esses baianos eram transmitidas oralmente, em festas, encontros sociais e em momentos de descontração. Elas eram uma forma de entretenimento e também de preservação da memória e cultura local. No entanto, é importante distinguir entre as histórias fantasiosas e a realidade das habilidades e realizações desses indivíduos.

Assim, as narrativas cheias de vantagens e destrezas contadas pelos baianos da força pública no início do século passado acrescentavam uma pitada de folclore e orgulho à rica história e tradição da Bahia.

HISTÓRIA LENDÁRIA DE UMA SINA CRUEL.

Era uma vez um camarada chamado Antônio, Um sujeito trabalhador e de bom coração. Vivia no sertão do Nordeste, numa pequena cidade, Onde a seca castigava, trazendo dor e calamidade.

Antônio era um homem honrado e respeitado, Mas um dia, a desgraça o encontrou inesperado. Uma grande seca assolou a região, E a terra rachada não oferecia solução.

Sem colheitas, sem comida, sem esperança, Antônio viu-se em meio a uma terrível bonança. Seus poucos pertences foram vendidos por nada, E a fome apertava, sua vida estava arruinada.

Desesperado, o camarada procurou ajuda, Mas as portas se fechavam, ninguém lhe estendia a mão. Ele se viu sozinho, sem rumo e sem futuro, A desgraça o cercava, num abismo mais escuro.

Mas Antônio, mesmo diante das adversidades, Não perdeu a esperança e lutou contra as tempestades. Com coragem e determinação, ele partiu em busca de uma saída, Enfrentando desafios, seguindo em sua jornada destemida.

No caminho, encontrou outros que também sofriam, Uniram forças, compartilharam sonhos e se fortaleciam. Juntos, construíram um novo caminho, Plantaram sementes de esperança, contra todo desalinho.

Com trabalho árduo e união, superaram a seca, A terra voltou a florescer, o sertão ganhou vida novamente. O camarada Antônio, antes em desgraça, Tornou-se um exemplo de resiliência, com sua força e raça.

Essa história nos contos nordestinos nos mostra, Que mesmo em momentos de desgraça e dor, É possível encontrar forças para seguir adiante, E transformar a vida, com coragem e um olhar brilhante.

Portanto, quando a desgraça bater à sua porta, Lembre-se do camarada Antônio e sua história forte. Acredite em si mesmo, lute contra a adversidade, Pois nos contos nordestinos, a esperança é uma eterna realidade.

HISTORIA OU LENDA DO CAPITÃO DO NAVIO DO NORDESTE BRASILEIRO.

 

No Nordeste brasileiro, onde o mar e a cultura se entrelaçam, Vou contar a história do Capitão do Navio que encanta e desafia a todos que passam. Numa época antiga, de bravura e aventura, Um capitão corajoso surgiu, trazendo a loucura.

Seu nome era João, um homem destemido, Comandava seu navio com pulso firme e decidido. De olhos penetrantes e barba bem aparada, Ele navegava os mares, em busca de terra abençoada.

Comandando uma tripulação valente e audaz, O Capitão João explorava, desbravava, jamais se satisfaz. Do Nordeste aos confins do mundo, ele navegava, Conquistando tesouros, lutando contra as ondas bravas.

Seu navio era um colosso, majestoso e imponente, Cortando as águas, desafiando o horizonte. A vela ao vento, o timão em suas mãos, O Capitão do Navio seguia, enfrentando os desenganos.

Em suas viagens, conheceu terras distantes, Encantou-se com culturas, desvendou segredos excitantes. Trouxe consigo histórias, mistérios e tesouros, Que ecoaram pelo Nordeste, encantando a todos por muitos anos.

Porém, nem tudo eram glórias e vitórias, O Capitão do Navio enfrentou também as temíveis histórias. Monstros marinhos, tormentas traiçoeiras, Ele navegou corajosamente, sem medo das barreiras.

Até que um dia, durante uma tempestade feroz, O navio foi tragado pelas ondas vorazes, sem dó. O Capitão João e sua tripulação lutaram com bravura, Mas o oceano impiedoso os envolveu com sua espessura.

Desde então, dizem que o espírito do Capitão assombra o mar, Vagando pelas águas do Nordeste, sem poder descansar. Em noites de lua cheia, avistam seu vulto no horizonte, E os marinheiros rezam, pedindo proteção contra a sua afronte.

A história do Capitão do Navio no Nordeste se espalhou, Pelos vilarejos e cidades, seu nome ecoou. Um símbolo de coragem, audácia e destemor, O Capitão do Navio vive nas lendas, para sempre com fervor.

E assim termina a história desse capitão destemido, Que navegou pelos mares, enfrentando o perigo. Sua lenda ecoa pelos ventos, nas terras do Nordeste, Honrando sua memória, com respeito e presteza.

HISTÓRIA OU LENDA. A BABA DA PASSA PINTA ERA UMA DAS HISTÓRIA QUE O MJL CONTAVA PARA OS FILHOS. SOMOS EM 4 E TODOS CRESCEMOS AO SOM DA CANÇÃO.

Lenda do cordel: A Baba da Passa Pinta

No Nordeste brasileiro, onde a cultura popular floresce, Vou contar uma lenda que se espalhou e cresce. É a história da Baba da Passa Pinta, tão conhecida, Que assombrou muitos vilarejos, trazendo temida.

Dizem que em uma pequena cidade do sertão, Vivia uma mulher com uma estranha obsessão. Seu nome era Isadora, uma bruxa de má fama, Que dominava a região com sua magia e trama.

Com longos cabelos negros e olhos penetrantes, Ela tinha o dom de transformar os amantes. Mas um dia, algo terrível aconteceu, Um feitiço saiu do controle e tudo se perdeu.

Ao invés de um amante apaixonado a se render, A Baba da Passa Pinta começou a envelhecer. Sua pele antes jovem e viçosa, murchou, E seu rosto, de belo, a feiura revelou.

Desesperada, a bruxa procurou ajuda, Mas a magia que ela usava, por todos era excluída. Isadora vagou pelo sertão sem esperança, E a lenda da Baba da Passa Pinta ganhou sua andança.

Dizem que ela se esconde nos arredores até hoje, À noite, quando a lua cheia ilumina e a sombra se move. Quem ousar cruzar seu caminho, deve tomar cuidado, Pois a Baba da Passa Pinta pode estar ao seu lado.

Ela atrai os jovens e faz promessas sedutoras, Mas cuidado, pois seu feitiço esconde artimanhas traiçoeiras. Seus beijos, antes doces e apaixonados, Tornam-se malditos e deixam corações despedaçados.

Os moradores da região, com medo e temor, Evitam as noites de lua cheia, como nunca dantes se viu. Pois sabem que a Baba da Passa Pinta está por perto, Esperando a próxima vítima com seu destino incerto.

Então, se você ousar caminhar pelo sertão, Lembre-se desta lenda e mantenha-se são. Fuja dos encantos da Baba da Passa Pinta, Pois seu beijo pode trazer uma maldição que não se extingue.

E assim termina a história da bruxa que envelheceu, A lenda da Baba da Passa Pinta, que muitos já conheceu. Respeite as tradições e cuidado com as promessas vãs, Pois no Nordeste brasileiro, lendas vivas estão.