Na peleja do Cego Aderaldo com José Pretinho do Tucum, Houve um duelo de versos, um verdadeiro pandemônio. Dois poetas talentosos, cada qual com seu dom, Disputaram a coroa do melhor repentista do sertão.
O Cego Aderaldo, com sua sabedoria e experiência, Cantava versos cheios de eloquência. Mesmo sem enxergar, suas palavras eram precisas, E encantavam a plateia, sem margem para imprecisas.
Já José Pretinho do Tucum, um jovem improvisador, Com sua voz forte e versos de arrebatador esplendor, Não deixava por menos e mostrava seu talento, Na arte da cantoria, era um autêntico invento.
No terreiro, diante de um público ansioso, Começou a peleja, um duelo grandioso. Verso após verso, os dois se revezavam, Com rimas e métricas, o público delirava.
Aderaldo exibia sua maestria e conhecimento, Pretinho do Tucum mostrava seu talento ao vento. A cada estrofe, a rivalidade crescia, Mas a admiração mútua também surgia.
As palavras voavam, ecoando pelo ar, Como pássaros livres a cantar e a voar. As rimas se entrelaçavam em um ritmo emocionante, E o público acompanhava, fascinado e vibrante.
A peleja durou horas, até chegar ao fim, E ambos os poetas deixaram seu legado enfim. Cego Aderaldo e José Pretinho do Tucum, Dois gigantes da poesia, no sertão se tornaram lumens.
Essa peleja ficou marcada na história do cordel, Um embate de talentos que encantou aquele céu. E até hoje, as rimas desses repentistas, São lembradas e admiradas por suas conquistas.
Que a peleja do Cego Aderaldo com José Pretinho do Tucum, Permaneça viva no coração do povo nordestino, Para que a arte da cantoria e do cordel, Seja sempre celebrada com amor e destino.
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